Autos relembram paixão e morte
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sexta-feira, 09 de abril de 2004
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Os curitibanos tiveram várias opções, ontem, para assistir os tradicionais autos que reproduzem um dos eventos religiosos mais importantes para o cristianismo: a paixão, morte e sepultamento de Jesus Cristo. Os rituais mostram o calvário dos últimos momentos de Cristo, ocorridos entre uma sexta-feira e um domingo, o qual é relembrado todo ano na Páscoa.
Encenado há 25 anos pelo grupo Lanteri, o auto ''Vida, Paixão e Morte de Cristo'' é o mais tradicional da cidade. Encenado pela primeira vez em 1978, o espetáculo cresceu ao longo do tempo e hoje envolve cerca de mil pessoas, entre atores, figurantes e equipe técnica. Uma novidade esperada este ano era a entrada de um novo ator para o papel principal. Aparecido Izabel Massi, funcionário da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), que desde a primeira encenação fez o papel de Jesus Cristo, a partir deste ano revezará o papel com Cesar Augusto Kuzma. ''Já estou ficando velho para fazer Jesus'', justifica Massi. O novo Cristo tem 27 anos e é professor de ensino religioso e de teatro.
O público para a encenação do grupo Lanteri também cresceu, chegando a cerca de 30 mil pessoas nos últimos anos. Desta vez, no entanto, muitas pessoas podem ter ficado de fora do evento. O auto estava previsto para acontecer a partir das 19 horas, na Pedreira Paulo Leminski. É que a Prefeitura de Curitiba e Corpo de Bombeiros concederam alvará de licença limitando o público em no máximo 20 mil pessoas.
Outra apresentação concorrida é feita há nove anos na Igreja Matriz da Barreirinha, contando com a presença de aproximadamente 10 mil pessoas. No 10º auto, agendado para às 19 horas de ontem, participariam 300 atores, integrantes do grupo Exodus. No mesmo horário, a Paróquia Santo Antonio, no bairro Boa Vista, também tinha sua apresentação. E na Regional Bairro Novo, o grupo Arte e Vida, composto pela comunidade da Paróquia Profeta Elias reproduziria o calvário às 20 horas no pátio da Rua da Cidadania.


