Autoridades taciturnas em relação ao destino de líder budista de 14 anos
DHARMSALA, Índia, 10 (AE-AP) - O destino de um líder budista tibetano de 14 anos permanecia indefinido nesta segunda-feira (10), com questões relacionados a onde o jovem viveria e como sua deserção afetaria as já delicadas relações entre Índia e China.
Um membro do governo do exílio de Dalai Lama, na cidade indiana de Dharmsala - onde o jovem líder permanece desde que deixou o Tibete, controlado pela China, na semana passada - informou não ter havido nenhum pedido à Índia para que garanta asilo ao garoto.
"Não recorremos ao governo da Índia", informou o ministro de Assuntos Religiosos da administração do Dalai Lama, K. A. Lontashiwangd, à Associated Press nesta segunda-feira. "Mas se o governo decidir conceder asilo, isto pode ser aceito."
Lontashiwangd lembrou que a Índia garantiu refúgio a cerca de 100.000 tibetanos.
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores indiano, Raminder Singh Jassal, disse que o governo está estudando a chegada repentina do Karmapa de 14 anos. Segundo ele, não foi feito nenhum pedido formal.
Questionado sobre se o governo chinês entrou em contato, ele declarou: "Nada sei sobre isso."
A deserção do 17º Karmapa, ou Buda vivente, e de outros cinco seguidores, inclusive sua irmã de 24 anos, uma monja budista, é o mais importante êxodo desde que o Dalai Lama e dezenas de milhares de tibetanos deixaram sua terra natal após um levante fracassado contra o governo chinês em 1959.
A seita Kagyu, conhecida como "Chapéus Pretos" e à qual pertence o Karmapa, é uma das quatro mais importantes divisões do budismo tibetano.





