Rio - O vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Min Zhu, defendeu ontem a adoção de políticas fiscais pelos países para alavancar o desenvolvimento sustentável com inclusão. Citando subsídios dados por diversos governos ao setor energético, ele afirmou que esses incentivos estimulam o consumo e representam uma falta de incentivo à inovação. O executivo participou da reunião de ministros de Finanças do G-20 na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.
Ao defender a eliminação dos subsídios, ele argumentou que são as parcelas mais ricas da população que acabam se beneficiando deles. Entre uma das medidas fiscais sugeridas por Zhu está a implantação de um imposto sobre emissões de carbono. Ele vê nisso uma forma importante de geração de receitas adicionais para os países. ''A Irlanda introduziu imposto de carbono de US$ 15 por tonelada de emissão de CO2. Isso melhorou a situação orçamentária do país'', disse.
O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), José Angel Gurría, também sugeriu medidas similares. ''O inimigo é o carbono. Temos que atacá-lo com impostos e atrelar preços (às emissões)'', afirmou. Segundo a OCDE, são gastos de US$ 200 bilhões a US$ 400 bilhões em subsídios a combustíveis fósseis que poderiam ser alocados em outras finalidades sustentáveis.
Indignação
Um grupo de cerca de 400 índios tentou fazer um protesto no Riocentro, onde estão reunidos chefes de Estado para a Rio+20. As duas vias da Avenida Salvador Allende foram parcialmente bloqueadas para impedir o acesso dos indígenas. Cerca de cem homens da Polícia Rodoviária Federal, do Exército e do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio protegeram os acessos ao centro de convenções.
Os índios entregaram uma declaração de cinco páginas em que expressam sua opinião em relação à Rio+20 ao chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho. O grupo então se dispersou.

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