Autoridades prometem agir em festa sem lei
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Depois de ver estampada na edição de ontem da FOLHA flagrantes de ilegalidades como o uso abusivo de álcool e drogas por adolescentes e por motoristas, sem nenhuma fiscalização no ponto de maior concentração de torcedores nos jogos do Brasil na Copa da África - cruzamento da avenida Higienópolis com a rua Espírito Santos -, as autoridades de Londrina decidiram tomar providências. O policiamento no local será reforçado para a próxima partida, há a possibilidade de as escolas não liberarem os alunos e de haver fiscalização no consumo de bebida alcoólica e poluição sonora.
Os excessos já haviam se repetido nas partidas anteriores. A mãe de um adolescente de apenas 14 anos relatou que, no confronto entre Brasil e Portugal, o filho dela saiu do colégio mais cedo e, em vez de ir para a casa, comprou uma garrafa de vodca em um supermercado e no final do jogo estava dentro de uma viatura do Siate, com a cabeça cortada e em coma alcoólico. ''Isso tem que servir de alerta. Os pais precisam conversar na escola, manter uma relação mais próxima, dar 'incertas' com os amigos, procurar saber o que se passa quando eles estão longe'', alertou a mãe.
A falta de fiscalização nos jogos anteriores permitiu que adolescentes cometessem abusos e ficassem expostos a situações de risco. O porteiro de um prédio próximo contou que na sexta-feira (25) viu um rapaz ameaçar outro com uma arma de fogo. ''Ele desceu do carro com a arma na frente de todo mundo'', disse. Um músico de 23 anos, de Presidente Prudente (SP), também foi vítima da situação: teve um dos braços cortado por um facão durante uma briga após o jogo. Há risco de perda dos movimentos, segundo o Hospital Evangélico.
Com base na reportagem da FOLHA, a Câmara de Vereadores aprovou requerimentos da vereadora Lenir de Assis (PT) que serão encaminhados à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) solicitando que o trânsito não seja interrompido; à Secretaria de Educação e Núcleo Regional de Educação, para que os alunos não sejam liberados fora do horário convencional; à Promotoria de Defesa da Infância e Juventude e à PM, para que coíbam a venda e o consumo de bebida alcoólica e drogas entre menores. Também será pedido à Força Verde que reforce a fiscalização contra poluição sonora.
A promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, avisou que irá reforçar o pedido ao Comando do 5º Batalhão da Polícia Militar para que seja oferecida mais segurança nos próximos jogos. Membro do Conselho Tutelar Centro, Elizeu de Carvalho, admitiu que o órgão tem ação preventiva, mas que ''faltam pernas'' para atuar em locais de aglomeração. Disse, no entanto, que poderá haver intervenções nos próximos jogos.


