Caracas, 12 (AE-AP) - O ministro da Defesa da Venezuela, general Raúl Salazar, confirmou hoje (12) que o homem suspeito de preparar um atentado contra o presidente Hugo Chávez continuará detido na cidade de Bolívar - sul do país. Ontem (11)
o presidente afirmou num programa de rádio que a Direção de Inteligência Militar havia detido um homem que portava um fuzil com mira telescópica no pátio do estacionamento de um hotel em Bolívar, onde Chavez iria participar de um evento. "Temos de determinar o que estava fazendo ali. Não podemos nos alarmar e decidir antecipadamente que se tratava de um franco-atirador", disse o presidente. Ele deixou a entender que podia ser vítima de um atentado e advertiu que "se algum desesperado, entre aqueles que estão perdendo os privilégios, estiver pensando que uma solução para isso é meter uma bala no presidente, por favor, peço que pense na paz e no futuro do país". No entanto, para alguns críticos do governo, Chavez está usando o suposto atentado como estratégia eleitoral para gerar inquietação a poucos dias da eleição dos membros da Assembléia Constituinte, marcada para 25 de julho.

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