Rio - Depois de quatro dias no Rio de Janeiro, a relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para casos de execuções sumárias, a paquistanesa Asma Jahangir, concluiu que policiais continuam cometendo assassinatos e permanecem impunes, apesar de autoridades não terem lhe passado informações precisas solicitadas por ela sobre o assunto. Asma criticou o secretário de Administração Penitenciária do Rio, Astério Pereira dos Santos, e também a ouvidora de polícia fluminense, Maria do Carmo Alves Garcia.
''Para minha tristeza, esses casos (de execução) continuam acontecendo e há autoridades que te olham no olho e dizem que está tudo bem. Ou eles não entendem a gravidade da situação, ou não têm sensibilidade para o que está acontecendo aos filhos do Rio de Janeiro'', afirmou, referindo-se ao secretário Santos. Na avaliação da relatora, Maria do Carmo não tem independência suficiente para receber denúncias contra policiais nem tempo hábil para avaliá-las. Segundo Asma, os números informados pela ouvidora não batem com os informados pela Polícia Civil do RJ. ''Com esse sistema que eu vi aqui, é muito difícil se conseguir justiça'', disse.

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