Autora escreve com devotamento sobre o Islã
A pesquisadora Karen Armstrong escreveu O Islã com um devotamento ecumênico. Ela começa o livro decifrando os termos principais da religião. Assim, a palavra islã, que significa entrega, tem um relacionamento direto com o termo árabe salam, ou paz. Quando o profeta Maomé trouxe a escritura sagrada, chamada Alcorão, para os árabes, no século 7 d.C., sua missão era pacifista, pois o povo estava afundado em guerras que se sucediam umas às outras.
Outro mito que a historiadora procura desmascarar é a palavra jihad que, segundo ela, significa luta, e não guerra santa. E luta como a disposição pessoal de modificar a realidade de acordo com as vontades pacíficas de Deus.
Com 1,2 bilhão de seguidores, o islamismo é a religião que mais cresce no mundo. No Islã, os muçulmanos procuram Deus na História. Sua escrita sagrada deu-lhes uma missão histórica, comenta, acrescentando que os povos ocidentais, se não foram únicos responsáveis pelo incentivo das práticas extremadas do islamismo, contribuíram para seu desenvolvimento. (U.B)





