Igarapava, SP, 10 (AE) - O microempresário Manoel Marques dos Santos Filho, que acusou o atual prefeito de Igarapava (SP), Sérgio Augusto de Freitas, de ser o mandante do assassinato do ex- prefeito Gilberto Soares dos Santos, o Giriri, ocorrido na madrugada de 10 de outubro, diz ter sofrido uma tentativa de homicídio ontem (09) à noite. Na delegacia, onde registrou boletim de ocorrência, Santos Filho afirmou que o autor do atentado seria Carlos Antônio Barbosa, motorista da primeira-dama e segurança do prefeito. Barbosa não foi localizado hoje.
Segundo Santos Filho, ele dirigia um Tempra vinho, acompanhado do sobrinho León Denis dos Santos Mateus e de um funcionário, Alisson André Fiúza, quando passou a ser perseguido por Barbosa, que estava num Gol branco. O motorista o teria fechado na saída da cidade e descido do carro, armado. O microempresário conta que conseguiu virar o carro, enquanto Barbosa disparava cinco tiros. Um deles atingiu a perna de Fiúza, que precisou passar por uma cirurgia para extrair a bala.
Um carro da Polícia Militar estava estacionado num posto de combustíveis e saiu rapidamente em perseguição a Barbosa, que conseguiu fugir sentido Uberada (MG). Desde então, a polícia tenta localizá-lo. No depoimento, Santos Filho disse ao delegado João Carlos Ribeiro que o segurança o ameaçava desde a morte do ex- prefeito, gesticulando, como se estivesse apontando uma arma.
O microempresário era amigo de Santos, que foi morto com 11 tiros por quatro pessoas após ser sequestrado em sua chácara. Durante as investigações, oito suspeitos de participação no crime foram detidos (cinco estão presos e três menores - um deles confessou ter disparo 13 tiros no prefeito - foram conduzidos à Febem) e um está foragido. Um dos integrantes do grupo é Eurípedes Barcelos, irmão de Santos Filho. A família do prefeito morto sempre suspeitou de crime político praticado por aliados de Freitas.

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