France Presse
De Mônaco
O banqueiro libanês Edmond Safra, de 67 anos, realmente morreu asfixiado esta sexta-feira no incêndio criminoso em seu apartamento em Mônaco, informou ontem a promotoria-geral do principado. Segundo o promotor Daniel Serdet, a autópsia nos corpos de Safra e de sua enfermeira confirmou as mortes por asfixia.
A autópsia foi pedida diante das estranhas circunstâncias do incêndio, antecedido por uma agressão praticada por dois homens encapuzados, única versão com a qual trabalha a polícia.
As duas vítimas morreram asfixiadas pela fumaça liberada pelo fogo provocado na cobertura de mil metros quadrados onde vivia o banqueiro.
Segundo fontes próximas à investigação, em um primeito momento a família de Safra se recusou a autorizar a autópsia.
A Procuradoria-Geral de Mônaco autorizou a exumação do corpo do banqueiro. Antes do incêndio, dois homens encapuzados estavam tentando entrar no apartamento. Esta é a única versão que a polícia tem, até o momento.
As duas vítimas morreram sufocadas pela fumaça, no apartamento ‘‘bunker’’ de 1.000 metros quadrados que o multimilionário possuía no porto do principado.
Edmond Safra, de 67 anos, havia criado o Republic New York, um dos principais bancos de Nova York e a sociedade Safra Republic Holdings, que controlava o banco. Safra, um dos homens mais ricos do mundo, herdeiro de uma família de banqueiros ativa desde a época do Império Otomano, partiu do Líbano ainda jovem para seguir com o pai ao Brasil, onde começou sua atividade empresarial.

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