A Polícia Rodoviária escoltou ontem um comboio de 50 caminhões que passavam por uma estrada próxima a Cascavel. Muitos caminhoneiros que estavam parados em Cascavel decidiram seguir viagem depois de saber que a polícia ia garantir a segurança. Mesmo com a desistência de parte dos grevistas, os caminhoneiros autônomos que permanecem no local de concentração afirmam que só voltarão para a estrada quando o governo aceitar discutir suas reivindicações.
O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Cascavel, Geová Pereira, disse que os autônomos pretendem promover represálias contra companhias de combustível que estão abastecendo os postos do Paraná. Ele reclama também da atitude de alguns deputados estaduais que foram eleitos com votos da região, mas que sumiram desde o início da greve. ‘‘Quando eles precisaram dos nossos votos eles vieram atrás, mas agora sumiram. Eles deveriam ter vergonha na cara’’, esbraveja.
O presidente do Sindicato dos Combustíveis do Oeste e Noroeste do Paraná, Rosalvo Tavares, disse que os postos de Cascavel estão com estoque para resistir sem abastecimento até o final de semana.
A greve continua afetando a rotina do Porto de Paranaguá. Apenas 20 caminhões passaram durante todo o dia de ontem pelo pátio do terminal. De acordo com a assessoria de imprensa do porto, eram esperados cerca de 100 veículos. Apesar da queda, a assessoria garantiu que os estoques de farelo de soja, milho e grãos, principais produtos escoados pelo terminal, estavam normais. (Gilmar Agassi, de Cascavel, e Dimitri do Valle, de Curitiba)

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