Autonomia com vínculos afetivos
Londrina - Viver com independência e autonomia é recomendável para todos os idosos com condições para isto. De acordo com a psicóloga Luciana Ferreira Alvarez, que atua na Secretaria Municipal do Idoso e possui vasta experiência no trabalho com pessoas desta faixa etária, a total autonomia só é possível, porém, para aqueles que são capazes de tomar decisões racionais. "Para morar sozinho, é preciso ter plenas faculdades mentais", destaca. Mesmo nestes casos, pode haver dificuldades de mobilidade que vão impor a necessidade de oferecer algum tipo de ajuda para as atividades cotidianas. "O conceito de autonomia é relativo", explica.
Por isso, ela recomenda preservar a individualidade e privacidade dos mais velhos sem abrir mão de cuidar. "Uma pessoa da família ou um cuidador profissional pode estar disponível para ajudar, respeitando as vontades e o estilo de vida do idoso. Não é preciso ficar sozinho para ter independência", avalia.
Luciana reforça a necessidade de manter as relações afetivas e sociais com familiares e amigos. "Não adianta ser independente e viver isolado", alerta ela, que defende o sistema de condomínios exclusivos para esta faixa etária como uma das soluções para a moradia de pessoas com 60 anos ou mais.
Uma solução para viabilizar as moradias está no próprio Estatuto do Idoso, que prevê a destinação de 3% das moradias de programas habitacionais para pessoas com 60 anos ou mais. "Uma possibilidade é destinar parte dessas habitações para o sistema de condomínios", propõe.
Para as famílias que possuem idosos morando sozinhos, ela recomenda investir no vínculo afetivo. "Tem que estar presente, respeitar as decisões, levar para passear, prover condições para saírem de casa", ensina. (C.A.)





