Auto-suficiente em nafta, Brasil ainda importa o insumo7/Mar, 15:52 Por Viviane Mottin São Paulo, 07 (AE) - O Brasil produz 9 milhões de toneladas de nafta, por ano. Esse derivado de petróleo é a matéria-prima da indústria petroquímica para a produção das resinas termoplásticas. Para fabricar essas resinas, que são as matérias-primas das embalagens rígidas e flexíveis, fraldas descartáveis, peças e componentes automotivos, sacaria para produtos agrícolas, gabinetes de eletroeletrônicos e eletrodomésticos entre outros itens, a indústria petroquímica consome 8 milhões de toneladas de nafta ao ano. Ou seja, o Brasil é auto-suficiente na produção da nafta. Então, o que leva o País a importar esse insumo petroquímico, cujo preço no mercado varia conforme a cotação do barril do petróleo no exterior? Explicações colhidas junto a fontes do setor de petróleo brasileiro desvinculadas da Petrobras dão conta de que a importação da nafta para fins petroquímicos ocorre por causa do Proálcool. Para incentivar a indústria sucro-alcooleira, o governo brasileiro determina que junto a gasolina sejam acrescentados 25% de álcool por litro. Essa quantidade de álcool faz com que a gasolina fique fora de especificação, exigindo um teor maior de nafta para a estabilização do combustível. Por causa do subsídio ao álcool e o teor maior de nafta, essa gasolina fica mais cara do que se tivesse apenas 12% de álcool, porcentual suficiente para melhorar a explosão de partida do automóvel. O custo de produçao de um barril de álcool é US$ 42. Como o valor calorífico do álcool é inferior ao da gasolina, o motor de um automóvel consome uma quantidade maior de álcool do que de gasolina. E o custo da quantidade de álcool equivalente ao de um barril de gasolina é de US$ 60. Isto é, seria necessário o petróleo atingir um preço de US$ 60 por barril para que o álcool se tornasse competitivo. A nafta é um derivado do petróleo retirado da gasolina. Quando os 25% de álcool são acrescentados à gasolina (e não 10% a 12% que seriam recomendáveis), o combustível resultante fica 10% mais caro. E a Petrobras ainda é obrigada a deixar a nafta dentro da gasolina. Por isso, falta nafta para a indústria petroquímica. Para atender a demanda da indústria petroquímica, o governo importa 3 milhões t/ano de nafta, o que aumenta o custo da matéria-prima no mercado interno e incrementa o peso do déficit na balança comercial. No Brasil, o barril do petróleo é produzido ao custo de US$ 3.

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