Auto-peças e metalúrgicos pedem fim do êxodo ao Brasil
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quarta-feira, 02 de fevereiro de 2000
Por Ariel Palacios, especial para a AE (assinatura obrigatória) 
Buenos Aires, 02 (AE) - Industriais metalúrgicos e sindicatos do setor decidiram unir-se para pedir ao governo que tome medidas para impedir o êxodo de empresas ao Brasil. A Associação de Industriais Metalúrgicos da República Argentina (Adimra) e a União Operária Metalúrgica (UOM) solicitaram que enquanto o Brasil e a Argentina não chegarem a um acordo sobre o regime automotivo, a Câmara de Deputados aprove uma lei de regime automotivo local.
O projeto, que está engavetado no Congresso, obrigaria as montadoras a utilizar um mínimo de 50% de auto-peças fabricadas no país. Esta proporção tornaria inviável qualquer acordo com o Brasil.
O presidente da Admira, Juan Carlos Lascurain, sustenta que os automóveis argentinos possuem uma média de 12% de peças nacionais.
Segundo ele, as auto-peças importadas dos EUA e da Europa entram no país com tarifas de 2%, causando a grave crise pela qual passa a indústria argentina do setor. A Adimra e a UOM pedem que as auto-peças provenientes do exterior sejam taxadas com tarifas que oscilem entre 14% e 18%.
Industriais e sindicatos afirmam que o êxodo de indústrias ao Brasil está aumentando o desemprego. Eles também anunciaram que nos próximos dias começarão uma sequência de marchas e protestos pelas ruas de Buenos Aires. Além disso, está prevista a instalação de uma mini-fábrica de auto-peças de forma permanente na frente do Congresso, como forma de pressionar os deputados.


