Londrina - De acordo com Celso Goyos, psicólogo e pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o autismo se manifesta em um largo espectro e afeta aproximadamente uma em cada 88 crianças, segundo cálculos recentes do Center for Desease Control (CDC), dos Estados Unidos. "Embora não haja cálculos estatísticos para o Brasil, é razoável supor que a incidência seja muito próxima da internacional", explica.
Os sintomas do autismo são observados no desenvolvimento da linguagem, que se manifesta com atraso, ou com grandes deficiências; no envolvimento social, pela ausência do contato com outras pessoas; e no excesso de comportamentos repetitivos, não funcionais e estereotipados."Embora não haja cura para o autismo, existe tratamento, que pode ser bastante eficaz e fazer uma grande diferença para a criança, família, escola e comunidade", afirma.
Segundo ele, estudos científicos apontam que os tratamentos mais eficazes são as intervenções baseadas na Análise Aplicada do Comportamento (ABA), também conhecidas popularmente como "terapia ABA", que devem ser aplicadas logo após os primeiros sinais e as primeiras suspeitas de diagnóstico e ocorrerem de maneira intensiva, entre 20 a 40 horas por semana. Além disso, recomenda-se que sejam planejadas para um período mínimo entre dois a três anos. "Também é fundamental que sejam realizadas por profissionais especializados", destaca.
O especialista ressalta que como o diagnóstico de autismo pode demorar para ser concluído, é aconselhável iniciar as intervenções relativas a sinais individuais o mais rápido possível, antes mesmo do diagnóstico definitivo.(C.A.)

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