Curitiba O diretor presidente do Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar), Eliseu Auth, pediu exoneração do cargo. Segundo informações da assessoria do Serlopar, Auth submeteria-se a uma cirurgia de correção do fêmur ontem, e teria que ficar alguns meses afastados da direção da autarquia. Em seu lugar, assumiu o advogado curitibano João Tadeu Serpa Nunes.
A troca no comando do Serlopar não altera o curso da ação popular movida pelo advogado Carlos Abrão Celli, que pede o cancelamento do contrato da Serlopar com a Larami Diversões e Entretenimentos, empresa responsável pela exploração das máquinas caça-níqueis no Estado. Auth era um dos requeridos na ação, juntamente com o diretor financeiro do Serlopar, Rui Sérgio Avelleda. O advogado pediu a rescisão do contrato alegando que as máquinas de caça-níqueis estariam pegando premiações inferiores às previstas no contrato entre as duas entidades.
''A ação é movida contra a pessoa que ocupa o cargo. Em nenhum momento questionei a idoneidade do sr. Auth, que inclusive agiu corretamente ao informar o governo do Estado que haveria irregularidades nas autorizações cedidas pelo Serlopar'', comentou Celli. Em um ofício enviado por Auth ao secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, o diretor exonerado do Serlopar cita que ''algumas empresas cumpriram as exigências contidas nas resoluções (emitidas pelo Serlopar), outras não''. A Larami não é mencionada em nenhum trecho do ofício, entretanto.
Antes de pedir sua exoneração, Auth apresentou dados de uma vistoria técnica realizada pelo Serlopar, que comprovou que o índice de premiação dos caça-níqueis nos dois primeiros meses do ano foi de 94,42%, dentro da margem prevista no contrato, que é de 90 a 95%. Celli alega que a premiação no período teria sido de 74,38%.

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