Com receio de que denúncias de falsificação façam pacientes infectados pelo vírus da Aids interromper o tratamento que fazem com o Crixivan, o ministério da Saúde divulgou nota ontem, em Brasília, garantindo a autenticidade do medicamento distribuído pelo Sistema Único de Saúde. ‘‘Os frascos são adquiridos, pelo ministério, diretamente do laboratório produtor, Merck Sharp & Dohme, nos Estados Unidos’’, informa o ministério.
A Vigilância Sanitária de São Paulo localizou, há dois dias, uma gráfica que falsificava caixas de embalagem do Crixivan. A Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do ministério diz que se o paciente suspender o tratamento corre risco de tornar-se resistente ao remédio.
Segundo a coordenação, o anti-retroviral distribuído no SUS não é embalado em caixas, mas apenas em frascos. ‘‘Portanto, a apreensão de caixas falsas em uma gráfica de São Paulo não coloca em dúvida a autenticidade do remédio disponível no SUS’’, assegura.
Outras dicas: a bula é colada no frasco e todas as indicações estão escritas em inglês, exceto a frase ‘‘Ministério da Saúde - Venda Proibida’’, posta nas costas do recipiente. A coordenação esclarece ainda que cada frasco tem um sistema especial de abertura sob pressão, lacre de alumínio e inscrições em alto relevo na tampa. Além disso, cada cápsula traz impressa a dosagem e o nome Crixivam.

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