áustria prende ex-comandante sérvio procurado pelo Tribunal da ONU
Haia, 25 (AE-AP) - A polícia austríaca prendeu hoje (25)
em Viena, um importante comandante militar sérvio-bósnio, acusado pela ONU de ter perseguido croatas e muçulmanos bósnios em 1992, informou o Tribunal de Crimes de Guerra na Iugoslávia. O general Momir Talic, chefe do Estado Maior do Exército sérvio-bósnio, é acusado de cometer crimes contra a humanidade, como "perseguições com bases políticas, raciais ou religiosas"
informou a promotora-chefe do Tribunal, Louise Arbour. De acordo com as denúncias, Talic e o ex-vice-premier sérvio-bósnio
Radislav Brdjanin, ordenaram, implementaram, respaldaram e ajudaram "um plano destinado a expulsar os bósnios muçulmanos, croatas e outras pessoas que não eram da etnia sérvia". Os dois homens são acusados de liderar uma campanha destinada a expulsar 100 mil não-sérvios de Prijedor e Sanski Most, noroeste da Bósnia, comandando forças para aterrorizar os muçulmanos e croatas para que deixassem essas áreas. Aqueles que não deixavam voluntariamente a região eram expulsos à força. Centenas de pessoas foram mortas durante a limpeza étnica. As autoridades austríacas efetuaram a prisão nesta manhã (25) depois de terem sido informadas pelo Tribunal da presença de Talic no país, onde pretendia participar de uma conferência em Viena. O Tribunal da ONU não divulgou mais detalhes sobre o caso
mas informou que Talic seria levado a uma corte austríaca antes de ser entregue ao Tribunal de Crimes de Guerra da Iugoslávia. O ex-comandante sérvio deverá ser julgado e, se for considerado culpado, poderá ser condenado a sentença máxima, a prisão perpétua. O ex-vice-premier sérvio-bósnio Radislav Brdjanin foi preso em 6 de julho deste ano e já se encontra sob custódia do Tribunal da ONU.





