Rio, 23 (AE) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Celso Lafer, disse que se o Estado de Minas Gerais não participar dos acertos para a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidem sobre automóveis, todo o acordo pode ficar inviabilizado. "O acordo é um acordo quando todas as partes entram apropriadamente na negociação", destacou. "A não-participação de Minas é um dado que pode inviabilizar todo o acordo."
Lafer lembrou que o acordo não é muito fácil exatamente por envolver muitos interesses. O ministro destacou que é importante, por exemplo, a manutenção da produção de veículos para atender os interesses das empresas e também dos funcionários das montadoras. Para ele, neste momento de crise, a redução de impostos pode também favorecer o consumidor por possibilitar a queda de preços dos carros.
Outro ponto importante, lembrado por Lafer, é a expectativa de que todo o conjunto das negociações assegure a arrecadação de impostos neste momento de ajuste fiscal. "Temos os atores privados, os sindicatos, a União e os Estados com várias vertentes de preocupação", ressaltou.
O ministro destacou ainda que, mesmo que o acordo não seja totalmente inviabilizado, passa a existir um componente de desequilíbrio de mercado caso Minas fique de fora do acerto para redução de ICMS. No estado de Minas, está situada uma fábrica da Fiat, que poderia ficar em desvantagem em relação a outras montadoras fixadas em outras regiões que reduzam o ICMS.

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