São Paulo, 3 (AE) - Os moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro estão pagando mais caro por suas compras mensais. A conclusão é da pesquisa Cestas de Compras realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento (Ifec-RJ) e agora divulgado pela Agência Estado. Em novembro, foi apurado aumento médio de 2,17% nos produtos consumidos pelas famílias que recebem até oito salários mínimos mensais - grupo que representa mais da metade da amostra analisada. Para as famílias com renda mensal acima de oito mínimos, o aumento médio dos preços foi de 2,36% em novembro. Em outubro, as cestas consumidas pelos dois grupos ficaram, respectivamente, 1,13% e 1 16% mais caras.
De acordo com a coordenadora de Pesquisa do Ifec-RJ, Maria Alice Birbeire, o impacto sobre o custo das cestas se deve
principalmente, aos reajustes de produtos como ovos (20,27%), maçã (15,70%), farinha de mandioca (13,56%), linguiça (11,16%), papel higiênico (10,70%), carne seca (9,49%) e açúcar refinado (9,40%). Por outro lado, apresentaram forte queda de preços os seguintes produtos: laranja pêra (-11,72%), cenoura (-10,85%), macarrão (-5,37%), desodorante (-4,47%) e leite (-2,15%).
A pesquisa indicou que as famílias mais afetadas pela alta de preços, em novembro, foram as que recebem de 20 a 30 salários mensais, que estão pagando, em média, 2,49% a mais pelos produtos comprados. Já as famílias menos afetadas pelos reajustes foram as que ganham até dois salários mensais, que estão pagando 2,06% a mais.
A pesquisa Cesta de Compras é realizada quadrissemanalmente pelo Ifec-RJ abrangendo famílias de dois grupos (com até oito e com mais de oito mínimos de renda), subdivididos em 10 faixas salariais. São analisadas as variações de preços de 40 produtos considerados de primeira necessidade. As quantidades consumidas e seus respectivos valores são calculados com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE.
Acumulados - No acumulado janeiro-novembro, as cestas de compras do Grupo 1 (com renda até oito salários) ficaram 5,57% mais caras. Já as compras do Grupo 2 (com renda acima de oito salários) subiram 7,15%. Nos 11 meses, a faixa que arcou com maior aumento de custo foi a que recebe de 15 a 20 salários mensais, que está desembolsando 7,56% a mais. Na outra ponta, as famílias que menos sofreram com os reajustes foram as que ganham de cinco a seis salários, que passaram a pagar 4,97% a mais.

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