São Paulo, 31 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, ao defender o salário mínimo de R$ 151, disse que um aumento real de 5% "não é desprezível em uma economia estabilizada". Segundo ele, o INPC dos últimos 11 meses foi de cerca de 5,6%, o que, comparado com o aumento de 11,03% para o mínimo, resultaria nesse ganho. Ele citou trabalhadores da Alemanha, que tiveram um aumento nominal de 3%, sendo 1,5% de ganho real. Tanto na palestra durante o seminário "Perspectivas da Economia Brasileira em 2000", promovido pela consultoria Tendências e Agência Estado, quanto na entrevista coletiva, Malan defendeu o aumento concedido ao mínimo, embora tenha repetido inúmeras vezes que há um consenso de que o valor é baixo. Ele refutou defesas emocionais e apaixonadas de um valor superior, que colocaria em ameça o equilíbrio fiscal do País.
"Alguns têm mania de definir o valor (do mínimo) em uma moeda que não é a que o trabalhador brasileiro usa", afirmou, condenando propostas que dolarizam o valor do salário. Ele se dispôs a ir ao Congresso discutir quantas vezes forem necessárias o mínimo, desde que a discussão se faça dentro de premissas baseadas na informação. O ministro refutou declarações
de que o salário mínimo atual é inferior ao do ano de sua criação, dizendo que "nunca viu esse estudo, apenas declarações". "Eu adoraria dizer ao presidente da República que é possível um mínimo de R$ 300 ou R$ 400, mas isso não seria responsável", afirmou.

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