Andradina, SP, 02 (AE) - Os casos de leishmaniose estão aumentando assustadoramente no noroeste do Estado de São Paulo. Além de dois óbitos, pelo menos 400 pessoas já apresentaram sintomas e aguardam resultados dos exames para confirmação da doença. O Instituto Adolfo Lutz confirmou a presença do protozoário em 18 pessoas até agora. Os exames demoram até 40 dias para chegar ao paciente. "Os sintomas, que incluem febre constante, queda de cabelos e emagrecimento, são parecidos com a leucemia e costumam enganar os médicos", diz Rubens Araújo, diretor municipal de saúde de Araçatuba.
Em junho de 98, quando foi descoberto o primeiro caso de contaminação em cães em Araçatuba, a zoonose só tinha registro da doença no Nordeste e em Minas Gerais. Os técnicos descobriram que, em São Paulo, o mosquito que transmite a doença do cachorro para o homem está infestando áreas urbanas e não rurais. Hoje, a Vigilância Epidemiológica informou que a leishmaniose está presente em 22 municípios da região de Araçatuba, onde há 3.173 cães com diagnóstico positivo. Quase um terço desse total já foi sacrificado. Mesmo assim, duas pessoas morreram e outras 16 estão em tratamento.
Em Andradina e Birigui também há registro de mais duas pessoas vítimas da doença e que estão sendo medicadas. Segundo a Superintendência do Controle de Endemias (Sucem), a doença se prolifera por causa do mosquito transmissor que se reproduz em ambiente sujo, como lixo não recolhido ou depositado sem critério na periferia da cidade.

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