São Paulo, 1 (AE) - A indústria de alimentos deve fechar o ano com um aumento de 11% na produção em comparação a 1998. Apenas no último trimestre de 1999 o crescimento deve chegar a quase 6%, sendo que o mês de dezembro deve apresentar uma expansão na produção de mais de 2,3%. Isso faz com que o setor de alimentos seja o campeão entre os 11 pesquisados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O setor têxtil, que teve uma recuperação surpreendente após a desvalorização do real, deve ficar em segundo lugar com um crescimento de produção de 6,7% neste ano.
De acordo com a diretora de pesquisa econômica da Fiesp
Clarice Seibe, o ápice de produção do setor foi registrado no mês de novembro, contrariando o comportamento de anos anteriores
quando era no mês de agosto. "A mudança deve ter sido em função das incertezas da economia, que fizeram os empresários trabalharem com baixos estoques".
Segundo Clarice, a produção de produtos alimentícios ganhou fôlego extra com a aproximação das festas de fim de ano e com a chegada do ano 2000. "A tendência de confraternização familiar é maior, ao contrário de anos anteriores, quando a festa acontecia mais fora de casa." Para ela, o crescimento da produção também se deveu a expansão das exportações. "Essa é uma perspectiva mais duradoura, podendo fazer com que o próximo ano também seja bom para o setor", disse Clarice.
As informações das empresas do setor mostram que, em outubro, o nível de utilização da capacidade instalada teria chegado a 79,9%, contra 76,8% em setembro e uma média histórica de 76,7% nos últimos 20 anos, no mês de outubro. Em contrapartida à expansão da produção, o total de empregados ocupados teve um recuo de 0,3%, em comparação a setembro, mas o total de horas trabalhadas subiu 0,9%, fazendo com que, em média
cada empregado trabalhasse 1,2% horas a mais. De acordo com a Fiesp, esse aproveitamento mais intensivo da mão-de-obra não se refletiu na massa de salários, que caiu 1% em outubro.

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