Curitiba - Tanto no Brasil como no Paraná, o aumento no número de casos de Aids acima dos 50 anos foi sentido principalmente a partir do ano 2000. Dados do Ministério da Saúde mostram que entre 1980 e 1995, a incidência nesta idade manteve-se em 7,2% dos casos em homens e em 6,8% entre as mulheres. Já em 2000 e 2002, a prevalência da doença nesta faixa etária entre os homens subiu para 9,3% e 11,2%, respectivamente. Entre mulheres também houve um avanço para 8,6% em 2000 e 8% no ano passado.
Um dado interessante do Ministério da Saúde refere-se à faixa etária acima dos 60 anos. Desde 1994, a incidência da doença entre mulheres nesta idade tem se mantido estável, em torno de 2% do total de casos. Já entre os homens houve um acréscimo. De 2% registrados até 2000, o índice pulou para 3,2% do total de casos no ano passado.
O aumento da prevalência de Aids na população idosa já preocupa autoridades. Tanto que o assunto será um dos temas a serem discutidos no IV Congresso Sulbrasileiro de Geriatria e Gerontologia, que acontece entre 3 e 6 de setembro, em Porto Alegre. ''Esta população não está preparada com a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e não detém o conhecimento suficiente sobre os riscos potenciais'', diz a médica geriatra e uma das organizadoras do evento, Marianela Flores de Hekman.
Segundo a especialista, os sintomas são inespecíficos, podendo ser confundidos com outras doenças. ''É importante que a população acima de 60 anos viúvos, solteiros ou divorciados com vida sexual ativa seja alertada para o uso de preservativo'', alerta.

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