Aumento do pedágio varia de 2,2% a 19,35%
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quinta-feira, 29 de novembro de 2001
Israel Reinstein<br> De Curitiba 
O governo estadual anunciou ontem as novas tarifas do pedágio para as rodovias do Paraná que entram em vigor a partir da zero hora de sábado. A correção média será de 9,7% para veículos leves (automóveis) e de 9,6% para veículos pesados (ônibus e caminhões). O aumento não foi linear, variando de 2,22% (no Norte do Estado) a 19,35% em duas praças de pedágio no Centro Sul do Estado (ver tabela ao lado).
Pesou na definição do índice de reajuste das tarifas a próxima disputa eleitoral, quando será eleito o sucessor do governador Jaime Lerner (PFL). O percentual de reajuste não agradou as concessionárias das rodovias que, por enquanto, preferem reclamar nos bastidores.
Esta é a segunda vez que o setor se irrita com o governador. Em julho de 1998 -um mês da implantação do pedágio e as vésperas da reeleição de Lerner-, foi reduzida pela metade as tarifas. A solução foi encontrada judicialmente, quando o governo tornou a elevar os valores, acrescidos da inflação.
Antes de anunciar o reajuste, a expectativa das concessionárias era que o índice variasse entre 9% a 12%. Mas em algumas praças, como a de Jataizinho, ficou em 2,22% para carros de passeio. Já na praça da Ecovia -onde afunila o movimento de caminhões e de pessoas que seguem para o Litoral- o percentual também ficou abaixo da média, em 5,7% para veículos leves. O mesmo acontece em praças onde o fluxo é grande.
''A correção, prevista no contrato com as concessionárias, reflete os custos de insumos como pavimentação, asfalto, cimento, óleo diesel e mão-de-obra'', afirmou o diretor-geral do DER, Paulinho Dalmaz. ''O reajuste é necessário para que haja a continuidade dos investimentos em melhoria e conservação das rodovias do Anel de Integração'', completou Dalmaz. As concessionárias não descartam a possibilidade de modificar algumas obras mais caras.
Ao tentar minimizar os efeitos do reajuste, o governo também desagradou os setores produtivos (ver texto abaixo). E para evitar a revolta dos caminhoneiros, as concessionárias do Anel de Integração vão começar a emitir nos próximos dias cupons do vale-pedágio. Na teoria, com o vale-pedágio, o motorista autônomo deixa de pagar o pedágio, que passa a ser responsabilidade do embarcador da carga.
O cupom será repassado às empresas embarcadoras. Isso permitirá também que a Receita Estadual tenha novos instrumentos para fiscalizar a concessão do cupom do vale-pedágio aos caminhoneiros.


