O reajuste das tarifas do pedágio pode ser anunciado entre hoje e amanhã. Previsto para subir a partir da zero hora do próximo sábado (dia 1º), o aumento deve ficar dentro da média inflacionária, que alcançou 10%, de acordo com indicadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O governo vem evitando divulgar o percentual exato antes da data para evitar desgate. Mas o secretário de Estado dos Transportes, Nelson Justus, já disse, em entrevista à Folha que não existe muito o que especular porque o aumento vai acompanhar o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), da FGV, que bateu na casa dos 9,95%.

Além do IGP-M, outros indexadores compõem a fórmula de cálculo imposta no contrato firmado entre o governo e concessionárias. Todos, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Sócio-Econômico (Dieese), acima dos percentuais usados para reajuste dos salários dos trabalhadores.

Para hoje, o secretário de Transportes, Nelson Justus, reúne-se com os deputados da Comissão de Obras da Assembléia Legslativa hoje para discutir o aumento de pedágio e o cronograma de obras das concessionárias de rodovias. O encontro vai acontecer, às 10 horas, no gabinete de Justus.

O presidente da comissão, o deputado Edson Strapasson (PMDB), vem denunciando que os valores das obras fixados estão superfaturasos. Por isso, o parlamentar pediu que o governo estadual repasse todos os documentos relativos ao pedágio, como contratos firmados, cronogramas de obras e os balanços das concessionárias. Mas Justus já argumentou que o deputado está desinformado e que seu discurso é de oposição às vésperas das eleições.

Além dessa frente contrária ao reajuste, o governo estadual terá que segurar dois projetos que tramitam na Assembléia Legislativa contra o reajuste. Um deles pede que o reajuste seja feito somente em julho do ano 2002. O argumento é que os salários dos servidores não sofrerão reajustes. Outro projeto, o quer suspender o reajuste até que seja analisado o cronograma de obras das concessionárias.

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