Aumento do mínimo em Goiás só será discutido em abril
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quinta-feira, 23 de março de 2000
Por João Unes 
Goiânia, 24 (AE) - O salário mínimo em Goiás será o mesmo fixado pelo governo federal, de R$ 151. O governador do Estado, Marconi Perillo (PSDB), decidiu aguardar até que o valor do novo mínimo entre em vigor, em abril, para então convocar representantes dos setores produtivos do Estado e abrir as discussões sobre um eventual reajuste desse valor. Só então o governo vai preparar a proposta a ser encaminhada à Assembléia Legislativa.
Marconi elogiou a atitude do governo federal de permitir a elevação do salário mínimo em alguns Estados. "Essa foi uma jogada de mestre do presidente, por que permite aos Estados pagarem aquilo que realmente podem", definiu o governador. Ele citou como exemplo a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), como uma das beneficiadas pela medida.
Na avaliação de Marconi, o fato de estar em dia com a Lei Camata (que restringe a 60% os gastos com funcionalismo nos Estados) permite ao Estado do Maranhão um eventual aumento no valor do mínimo. Em Goiás, o governo ainda luta para adequar-se à Lei Camata, o que, segundo Marconi, inviabiliza um aumento sobre o piso federal.
O governo de Goiás não está preocupado com o impacto do aumento do salário mínimo, de R$ 136 para R$ 151, nas contas do Estado. Do total de 148 mil funcionários do Estado, 9,5 mil recebem o salário mínimo. "O impacto sobre nossas contas não será tão significativo", informa o secretário estadual da Fazenda, Jalles Fontoura. "O Estado de Goiás vai absorver esse aumento com tranquilidade." Sobre o valor do salário mínimo regional, o governo goiano ainda estuda como vai proceder. Para o secretário da Fazenda, o assunto ainda deve demorar até três meses para ser resolvido pelo Congresso Nacional.


