Curitiba - As apreensões de crack e cocaína no Paraná cresceram 86% em 2011 em relação ao ano anterior. Os números correspondem ao total apreendido pelas polícias Federal (PF), Rodoviária Estadual (PRE) e Rodoviária Federal (PRF). Somente no ano passado o total dos entorpecentes que deixaram de circular pelo Estado chegou a 2,8 toneladas. Em 2010 tinham sido apreendida 1,5 tonelada. Por outro lado, a quantidade de maconha tirada de circulação no Estado caiu 24,5%. Em 2011 foram apreendidas 89 toneladas da droga e no ano anterior, 118.
Segundo os órgãos de fiscalização, muitos criminosos passaram a traficar outros tipos de drogas no Paraná, especialmente no último ano. Eles destacam que, além do transporte de crack e cocaína chamar menos a atenção do que o de maconha, o aumento no consumo fez crescer a demanda.
''Eles observaram que uma determinada quantidade desses entorpecentes (crack e cocaína) pode ser melhor escondida, além de render o mesmo lucro ou até mais. No caso da maconha, por exemplo, já fica mais difícil fazer o transporte dos tabletes sem chamar a atenção. O consumo também cresceu significativamente preocupando todas as autoridades, mas estamos atento a todo tipo de tráfico'', garante a inspetora da PRF, Letícia Zacca.
Somente nas estradas federais do Paraná, a polícia apreendeu mais que o dobro de crack e cocaína em 2010. E, segundo a inspetora da PRF, a BR-227, que liga Foz do Iguaçu a Curitiba, continua sendo o principal trecho de ligação utilizado pelos traficantes.
De acordo com o tenente Sheldon Keller Vortolin, a maior parte dos flagrantes feitos pela PRE também ocorre nas regiões de fronteira. ''Atuamos desde Foz do Iguaçu até a divisa com o Mato Grosso do Sul. O volume de drogas apreendidas foi enorme. Principalmente de crack e cocaína'', aponta.(R.C.J.)

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