Marabá - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) entrou em alerta por causa do aumento das queimadas em diversas regiões do País. A situação é mais grave na Amazônia, principalmente no chamado Arco do Desflorestamento, que vai do Maranhão ao Acre. Apesar disso, ontem o alerta vermelho que representa incêndio florestal havia sido registrado apenas em Guaratã do Norte, em Mato Grosso, e na Reserva Biológica Poços das Antas, no Rio de Janeiro.
O número de focos de incêndio registrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio de satélites, está oscilando bastante, segundo técnicos do Ibama. ''Há dias em que o aumento é grande, em outros os focos diminuem'', afirma o gerente de monitoramento do Proarco, programa de combate a incêndios e ao desmatamento na região, João Antônio Raposo. Os satélites identificaram, ontem em torno de 1.500 focos de calor, o que nem sempre representa incêndio.
Segundo Raposo, a situação deve se agravar até o dia 15, quando os agricultores intensificam os desmatamentos e queimadas para a plantação. Hoje, segundo informações do Ibama, os cuidados serão concentrados no sul e sudeste do Pará, entre as cidades de Altamira e Marabá, além do norte de Mato Grosso.
Os técnicos do governo não sabem avaliar a intensidade e a área atingida pelo incêndio de Guaratã do Norte, mas dois helicópteros e dois aviões seguiram ontem para a região, onde cerca de cem homens trabalham para conter o fogo.
As intensas queimadas, principalmente na Amazônia, estão prejudicando o tráfego aéreo. Aviões estão encontrando dificuldades para pousos e decolagens por causa da fumaça. Em Marabá, há risco de o aeroporto ser interditado por causa do problema, que deve se acentuar a partir do fim da semana.
A mesma dificuldade vem enfrentando quem trafega pelas rodovias da região, especialmente no sul do Pará, onde o fogo colocado nos pastos chega às margens das rodovias, provocando acidentes.

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