Lucimar Pereira Ferreira conta que, na sua infância, tinha vontade de comer muita coisa, como chocolates, mas o pai não podia comprar. Hoje, seus filhos, de 5 e 9 anos, já não passam por tantas privações. Nos últimos anos, salgadinhos, pizzas, refrigerantes e outros produtos começaram a aparecer na mesa da família com mais frequência.

Essa mudança é um exemplo da nova tendência apontada nos países emergentes pela Organização Mundial de Saúde. Segundo o estudo, isso se deve ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em lugares como o Brasil, Índia, África do Sul, China e México. E uma das consequências é o aumento do sobrepeso e da obesidade.

Para especialistas como Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade, a mudança de comportamento mais importante é a chamada ''transição da nutrição'', de uma dieta com alimentos básicos para uma dieta modernista, que consiste em alimentos de nível energético muito maior. ''Isso significa menos frutas e verduras, ou menos alimentos básicos como arroz e grãos, e mais gorduras, açúcar e óleo. Esses vêm particularmente sob a forma de fast food e refrigerantes.''

Saiba mais sobre como as mudanças nos hábitos alimentares estão alterando o panorama da saúde nos países emergentes na matéria completa de Silvana Leão.

E ainda:

Quem gasta mais com frutas gasta menos com remédios

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