São Paulo, 28 (AE) - Na análise semanal do Lloyds Bank sobre a economia brasileira, seus economistas entendem que o aumento de 8% e 12% nos preços de produtos da CSN ( Companhia Siderúrgica Nacional) vai representar um impacto médio em torno de 0,35 pontos percentuais no IGP-M de outubro.
Salienta também que a 2a. prévia do IGP-M surpreendeu o mercado ao registrar uma inflação de 1,13%, ante os 0,69% da prévia anterior. O IPA-agrícola apresentou alta de 1,84% (0,97% na 1a. prévia) e o IPA-industrial subiu 1,51% (0,87% na 1a. prévia). O maior nível de desvalorização cambial observado no primeiro decêndio do mês, aliado ao reajuste nos preços de alguns produtos químicos, respondem por grande parte do aumento nos produtos industriais.
Os analistas consideraram que o IGP-M de setembro deverá ficar ao redor de 1,40%, apresentando no 3o. trimestre uma inflação média em torno de 1,50% ao mês. Para o último trimestre do ano, considerando uma taxa de câmbio abaixo de R$ 1,90 por dólar e uma menor volatilidade nos produtos agrícolas, o IGP-M médio deverá ficar em torno de 0,72% ao mês.
Eles também consideram que novas reduções nas taxas de juros podem ocorrer até o final do ano, mas a intensidade dessas quedas deve diminuir. Em tempo: a) o BC divulgará no próximo dia 30/09 o segundo Relatório de Inflação, onde se espera que as autoridades realizem uma avaliação do momento econômico e a evolução do quadro inflacionário diante da metas traçadas, tanto para 99 como para o ano 2000; b) o governo central (Tesouro Nacional + Banco Central + INSS) apresentou um superávit primário de R$ 2,5 bilhões em agosto, em linha com as expectativas do mercado; c) A próxima reunião do Copom está marcada para o próximo dia 6 de outubro, onde não se espera, até o momento, nova alteração na taxa Selic.
Sobre o mercado cambial, os economistas do Lloyds salientam que ele ainda se mostra suscetível às oscilações de curto prazo. "Após ter iniciado a semana passada sob menor pressão, com a taxa de câmbio recuando para um patamar próximo a R$ 1,87, a deterioração do ambiente externo, sobretudo com o movimento de baixa da bolsa norte-americana, gerou novos impactos no mercado cambial. Já na quinta-feira, dia 23, a cotação do dólar voltou a ser negociada acima de R$ 1,90. Com isso, o Banco Central sinalizou com um novo leilão de papéis cambiais de curto prazo, na tentativa de acalmar o mercado aumentando a oferta de hedge. Em tempo: a) estão previstos vencimentos próximos a US$ 1,6 bilhões de Eurobonus em outubro (em setembro foi US$ 1 bilhão); b) aproximadamente US$ 375 milhões de lançamentos estão previstos para o próximo mês; c) no dia 27 de setembro, a União ampliou em 100 milhões de Euros sua colocação de papéis de 5 anos". diz o estudo do Lloyds divulgado hoje cedo.

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