Aumento da cota de compras é descartado
Luiz Felipe Lampreia descartou o aumento da cota para compras feitas no Paraguai com isenção de impostos. O ministro afirmou que o governo não vai permitir o reajuste de US$ 150,00 para US$ 500,00, para quem viaja para o exterior por via terrestre. Lampreia criticou o Paraguai por fazer campanhas pelo aumento da cota.
O ministro lembrou que as regras do Mercosul impõem taxas e cotas comuns para as compras no exterior. Segundo ele, a redução da cota foi uma imposição do acordo. Não há como mudar isso, sentenciou.
O governo paraguaio argumenta que o aumento da cota é necessário para melhorar a situação do turismo e compras na fronteira. De acordo com o documento entregue ao ministro pelo embaixador do Brasil no Paraguai, as vendas nas lojas de Ciudad del Este caíram cerca de 60% desde a redução da cota, em novembro de 95.
O comércio de importados na cidade paraguaia movimentou, em 95, US$ 6 bilhões. Este ano, o faturamento das 7 mil lojas de Ciudad del Este vai ficar abaixo dos US$ 3 bilhões. O número de turistas que visita a cidade caiu 38% entre 1995 e 96. Este quadro afetou também o movimento em Foz do Iguaçu, depois da redução da cota o número de turistas caiu de 2,4 milhões para 1,4 milhão.
O aumento da cota também é defendido pelo prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB). Segundo ele a proposta foi apresentada num momento favorável pois o governo federal está preocupado com a evasão de divisas devido às compras feitas por brasileiros nos EUA e Europa.





