Salvador, 07 (AE) - As mortes provocadas por acidentes de trabalho vêm aumentando nos últimos anos nas indústrias petroquímicas e petrolíferas baianas, mostra pesquisa divulgada hoje pelo Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia. No ano passado, cinco operários morreram em consequência de quedas, explosão e queimaduras. Em 98, ocorreram quatro mortes. O total de óbitos no setor nos últimos 12 anos chegou a 40.
De acordo com o sindicato, as causas do aumento dos acidentes com morte são equipamentos sucateados, redução de pessoal e sobrecarga de trabalho para os que conseguiram se manter no emprego. Uma das indústrias consideradas mais obsoletas no documento da entidade é a Acrinor, instalada no Pólo Petroquímico de Camaçari, que utiliza equipamentos com mais de 20 anos de uso.
Mas os acidentes mais graves registrados no ano passado, não foram na Acrinor: três operários (dois de empreiteiras) morreram a serviço da Petrobras, em explosões e queda; um morreu queimado com produtos químicos na fábrica da Deten; e o quinto, vítima de queda a serviço da empresa Komponet. Acidentes, principalmente explosões e incêndios, também ocorreram no ano passado, na unidade da Trikem/Odebrecht, Copene (a central de matérias-primas do pólo) e Union Carbide. Os casos foram denunciados ao Ministério Público e Delegacia Regional do Trabalho para investigação e até o momento, o sindicato não foi informado de nenhuma providência prática das empresas para diminuir os acidentes.

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