As queimadas em terrenos baldios, áreas de lavouras ou até em locais de proteção ambiental estão acontecendo em ritmo acelerado no Paraná em 2010. Nesta época de dias mais secos, o problema se agrava. A maioria dos focos se concentra nas regiões de Londrina, Maringá e Cascavel.
O tenente Leonardo Mendes dos Santos, relações públicas do Corpo de Bombeiros, diz que o Centro-Norte é mais atingido por conta da forte presença da agricultura. ''Na preparação do terreno para o plantio perde-se o controle do fogo'', explica.
Segundo o tenente, Londrina e região registraram até ontem 912 incêndios ambientais; número muito próximo do atingido durante todo o ano passado, quando 1.175 focos foram combatidos pelos bombeiros.
Santos estima que até o fim do inverno, os números de 2009 devem ser superados. ''O clima continua seco e deve permanecer assim até o fim de agosto'', argumenta.
O tenente enfatiza que a melhor maneira de evitar queimadas é fazer a roçagem de terrenos baldios, dar o destino correto ao lixo e não jogar ''bitucas'' de cigarro em pontos que podem gerar focos de incêndio.
''A prática de queimada para a limpeza de roça não é permitida e dependendo das consequências caracteriza crime ambiental'', aponta. No entanto, os bombeiros só devem ser acionados se o fogo estiver fora do controle. ''É importante que nesses casos a população se mobilize e faça o primeiro combate.''
Prisão
Um homem foi pego na madrugada de ontem na estrada do Limoeiro, Zona Rural de Londrina, no quilômetro 167, após denúncia anônima de um possível incêndio ambiental. Homens da 2 Companhia de Polícia Ambiental Força Verde de Londrina e do Corpo de Bombeiros foram deslocados ao local.
De acordo com o capitão Hiberaldi Correa de Lima, da Força Verde, a queimada teria sido feita próxima ao chiqueiro para roçagem do local, mas fugiu ao controle, atingindo 1,5 hectares.
A multa para esse caso específico é de R$ 2 mil, mas Lima explica que o suspeito de causar o incêndio deve responder também judicialmente, podendo ser preso.
''Isso é crime ambiental. O suspeito vai responder administrativamente por meio de um auto de infração e também a uma ação penal que pode chegar a até quatro anos de reclusão'', explicou.

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