Um mer­ca­do clan­des­ti­no e mui­to ren­tá­vel avan­ça na in­ter­net - mu­lhe­res ne­go­ciam o alu­guel do úte­ro em co­mu­ni­da­des pa­ra ­quem não po­de ter fi­lhos. Os va­lo­res dos con­tra­tos de ges­ta­ção che­gam a R$ 120 mil e são fe­cha­dos por e-­mail. Os en­con­tros são mar­ca­dos por te­le­fo­ne.
  Nos diá­lo­gos vir­tuais, os anún­cios pro­me­tem si­gi­lo ab­so­lu­to e ofe­re­cem fa­ci­li­da­des, co­mo o par­ce­la­men­to do alu­guel da bar­ri­ga em até ­três ve­zes, sen­do que a pri­mei­ra par­ce­la é pa­ga na con­fir­ma­ção da gra­vi­dez, a se­gun­da no quin­to mês de ges­ta­ção, quan­do nor­mal­men­te a con­tra­ta­da mos­tra ul­tras­so­no­gra­fias do be­bê, e a úl­ti­ma na en­tre­ga da crian­ça.
  Há can­di­da­tas a ­mães de alu­guel que acei­tam até ter re­la­ções se­xuais pa­ra en­gra­vi­dar de pes­soas es­tra­nhas, sem ter que re­cor­rer a clí­ni­cas de fer­ti­li­za­ção. Ain­da não há es­ta­tís­ti­cas ofi­ciais, mas si­tes de re­la­cio­na­men­to che­gam a reu­nir cen­te­nas de pes­soas. Em ape­nas um fó­rum exis­tem oi­to tó­pi­cos com ­mais de 800 men­sa­gens.
  Es­sa fal­ta de con­tro­le so­bre a ter­cei­ri­za­ção da gra­vi­dez es­tá preo­cu­pan­do as­so­cia­ções mé­di­cas. Em 2008, fo­ram rea­li­za­das 12 mil ten­ta­ti­vas de fer­ti­li­za­ção ar­ti­fi­cial. Só no Rio de Ja­nei­ro, fo­ram ­três mil pro­ce­di­men­tos em clí­ni­cas de re­pro­du­ção as­sis­ti­da. Co­mo não há re­gu­la­men­ta­ção, não se sa­be quan­tas são fei­tas pe­lo mé­to­do de úte­ro de subs­ti­tui­ção.

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