Aumentam casos de barriga de aluguel pela internet
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de julho de 2009
Agência Graffo 
Um mercado clandestino e muito rentável avança na internet - mulheres negociam o aluguel do útero em comunidades para quem não pode ter filhos. Os valores dos contratos de gestação chegam a R$ 120 mil e são fechados por e-mail. Os encontros são marcados por telefone.
Nos diálogos virtuais, os anúncios prometem sigilo absoluto e oferecem facilidades, como o parcelamento do aluguel da barriga em até três vezes, sendo que a primeira parcela é paga na confirmação da gravidez, a segunda no quinto mês de gestação, quando normalmente a contratada mostra ultrassonografias do bebê, e a última na entrega da criança.
Há candidatas a mães de aluguel que aceitam até ter relações sexuais para engravidar de pessoas estranhas, sem ter que recorrer a clínicas de fertilização. Ainda não há estatísticas oficiais, mas sites de relacionamento chegam a reunir centenas de pessoas. Em apenas um fórum existem oito tópicos com mais de 800 mensagens.
Essa falta de controle sobre a terceirização da gravidez está preocupando associações médicas. Em 2008, foram realizadas 12 mil tentativas de fertilização artificial. Só no Rio de Janeiro, foram três mil procedimentos em clínicas de reprodução assistida. Como não há regulamentação, não se sabe quantas são feitas pelo método de útero de substituição.


