Curitiba - O novo boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) do Paraná também traz informações sobre chikungunya e zika vírus. A febre chikungunya segue, assim como na semana passada, com quatro confirmações no Paraná entre agosto de 2015 e ontem. Nesse período, surgiram 49 suspeitas da doença e não 105 notificações, como a Sesa havia divulgado anteriormente.
Quanto ao zika vírus, o Paraná continua sem casos oficiais da doença. Contudo o número de notificações subiu muito em uma semana, passando de 30 para 73. A chefe do Centro de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte, disse que desses 73 casos suspeitos, cerca de 30 pacientes não conseguirão confirmação se tiveram ou não zika vírus, pois eles procuraram atendimento médico após o período adequado para a coleta de sangue para exame laboratorial. Ivana explicou que o exame para identificar o zika vírus deve ser feito até o quinto dia após o aparecimento dos sintomas, febre e vermelhidão pelo corpo. Entre outras palavras, o Paraná pode já ter tido um caso dessa doença, mas que não foi possível identificar oficialmente. "Por isso, o número de confirmações de zika vírus será menor do que de dengue e chikungunya", adiantou a chefe do Centro de Vigilância.
Ivana frisou que o Aedes aegypti está mais perigoso por conta das três doenças que transmite, principalmente em razão dos graves riscos neurológicos trazidos pelo zika. "Cada um pode fazer a diferença, eliminando os focos do vetor", afirmou. Ela sugere ainda que as gestantes utilizem repelente, mantenham as janelas fechadas ao amanhecer e ao entardecer e, se possível, usem telas nas janelas e mosquiteiros. (A.D.C.)

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