São Paulo-Apesar de vigorar há 20 anos no País, a lei que tipifica as discriminações racial e religiosa como crimes ganhou eco apenas nos últimos quatro anos. É o que mostra levantamento do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), obtido com exclusividade pela Agência Estado. A pesquisa aponta que nos últimos quatro anos, de 2004 a 2008, foram dadas 1.011 sentenças sobre ações de natureza discriminatória nos tribunais de segunda instância do País, valor 112 vezes maior ao registrado entre 1994 e 1998, último balanço promovido pelo instituto, quando apenas nove processos chegaram aos tribunais de justiça do País. Coordenado pelo ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo Hédio Silva Jr., o estudo ainda aponta que cerca de 65% dos processos julgados resultaram em condenação aos responsáveis pela discriminação. ''Os operadores do direito estão mais atentos sobre o tema'', reconhece Hédio. O advogado ainda ressalta que cerca de 70% dos processos julgados nos últimos quatro anos referem-se a preconceito racial.

mockup