Aumenta volume de conflitos envolvendo albaneses étnicos em Kosovo
Pristina, 11 (AE-AP) - Soldados norte-americanos, russos e franceses das forças de paz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) enfrentaram manifestantes albaneses nesta quarta-feira (11) em três incidentes separados, revelando a crescente tensão entre a maioria étnica de Kosovo e as forças estrangeiras que ajudaram em seu retorno.
Ainda nesta quarta-feira, um funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) criticou os albaneses étnicos pelos ataques "nojentos" contra os sérvios - incluindo assassinatos, assaltos e expulsões forçadas -, imitando a maneira pela qual os sérvios tratavam os albaneses étnicos durante a guerra de Kosovo.
Apesar do fim da guerra e da presença de mais de 35.000 soldados da Otan incumbidos de fornecer segurança, a violência motivada por ódio étnico continua em Kosovo, com informações diárias de assassinatos e outros crimes.
Não há relatos sobre pessoas feridas nos confrontos entre forças da Otan e albaneses étnicos, inclusive brigas corpo-a-corpo envolvendo soldados dos Estados Unidos em Gnjilane e a prisão de nove homens por soldados norte-americanos devido a um ataque contra um tanque russo no vilarejo de Dobrcane.
Os albaneses étnicos acusam os soldados da Otan provenientes de França e Rússia de favorecer os sérvios, mas os oficiais da Otan negam veementemente tal atitude.
O general norte-americano John Craddock, comandante saliente das forças dos Estados Unidos em Kosovo, considera como uma "campanha de desinformação" baseada em uma noção preconcebida as alegações feitas por albaneses étnicos de que os soldados russos simpatizam com os sérvios.
Segundo ele, os russos operantes no setor leste - controlado pelos Estados Unidos -, onde ocorreram ambos os incidentes envolvendo soldados norte-americanos, atuam imparcialmente e faziam "um serviço de resistência".
Funcionários da Otan informaram que uma mulher sérvia foi assassinada e seu filho de quatro anos ficou ferido no setor norte-americano. Houve mais atos violentos no dividido centro mineiro de Kosovska Mitrovica, a 30 quilômetros de Pristina. No entanto, a agência de notícias Beta reportou que a mulher tinha 76 anos e seu filho, 40. A agência também informou que eles foram atacados por dois albaneses armados e trajando uniformes negros enquanto colhiam feno em Kosovska Kamenica, a sudeste de Pristina.





