Lisboa, 09 (AE-AP) A tensão voltou a se intensificar hoje (09) na capital da Guiné, Bissau, depois que rebeldes atiraram contra a embaixada portuguesa e interromperam o forneciento de alimentos no complexo diplomático onde o presidente deposto do país do Oeste da áfrica, João Bernardo Vieira, refugiou-se, informaram agências noticiosas portuguesas.
Um soldado rebelde disparou um fuzil automático contra um guarda português que protegia os portões da embaixada na noite de ontem, informou a agência de notícias Lusa.
O embaixador português, Antônio Dias, exigiu que o prédio fosse isolado e as manifestações em torno da embaixada fossem proibidas. Em um dos incidentes, um grupo de rebeldes virou caminhões que levavam comida e medicamentos ao complexo, segundo a Lusa.
Grande parte da poppulação culpa o governo de 19 anos do presidente João Bernardo Vieira pela corrupção e agrura econômica que assolam a antiga colônia prootuguesa, que é considerada um dos países mais pobres domundo.
Vieira refugiou-se na embaixada portuguesa depois que uma facção militar rebelde atacou o palácio presidencial e esmagou a fortemente armada guarda presidencial de 600 homens durante um dia de batalha.
Os rebeldes já haviam anteriormente tomado a maior parte do país em uma guerra civil que durou cinco meses, antes que um acordo de paz fosse assinado em novembro. Os mais recentes conflitos surgiram depois que a guarda presidencial recusou-se a depor armas, segundo previsto pelo acordo de paz, que também fixou novas eleições para o final deste anto.
Portugal se comprometeu a dar asilo político a Vieira. Entretanto, o presidente deposto ainda não o requereu, nem os militares rebeldes que tomaram o poder se manifestaram de forma decisiva quanto a possibilidtar que ele deixe o país.

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