A morte do empresário Almir Rodrigues da Cunha aumentou a busca pela vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Maringá. Dados da prefeitura, por exemplo, revelam que de segunda a quarta-feira desta semana foram cerca de 1,2 mil doses aplicadas.
A diretora de Assistência da Secretaria de Saúde de Maringá, Rosemeire Ruiz, informou que a prefeitura também intensificou a campanha de conscientização junto a agências de viagem, à rodoviária e ao aeroporto da cidade. ''A única forma de prevenção é tomar a vacina, que é gratuita. Isso foi colocado também nos ofícios de alerta que repassamos às agências de viagem, à rodoviária e ao aeroporto - a idéia é que quem for a estados como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Maranhão, Roraima, Tocantins e Pará tome a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem'', citou, lembrando que qualquer pessoa a partir de nove meses de idade deve se vacinar, e, a cada dez anos, tomar uma dose de reforço.
A morte do empresário - que será sepultado hoje - provocou uma corrida às UBSs também na cidade-natal dele, famoso reduto de turistas do Brasil inteiro graças às estações termais. Segundo o secretário de Saúde de Caldas Novas, Wiris Arantes, só ontem cerca de 3 mil pessoas foram vacinadas.
Arantes preferiu esperar o resultado dos exames em Curitiba para falar em febre amarela. Para ele, ''pode ser que tenha sido leptospirose''. ''Todo o estado de Goiás está em alerta, mas aqui em Caldas Novas não temos ainda nenhuma suspeita. O que houve foram os casos de macacos encontrados mortos, possivelmente pelo vírus da febre amarela, em cidades vizinhas à nossa'', declarou. Ainda conforme Arantes, toda a família do empresário morto foi vacinada, ontem, durante o velório.
No início da noite de ontem, a Secretaria de Estado de Sa© úde divulgou nota sobre o caso de Maringá estabelecendo prazo de 15 dias para o laudo do Lacen, mas dando a leptospirose como ''primeira hipótese''. ''Quanto à febre amarela, não há registro de caso no Estado tanto em humanos como em macacos. No entanto, a secretaria está intensificando as ações de vigilância epidemiológicas de casos em humanos e epizootias (adoecimento ou morte de primatas não-humanos). A rotina de vacinação no Paraná será mantida para casos de viajantes para áreas endêmicas (região centro oeste, região norte, Maranhão e Minas Gerais) e região de transição (oeste do Paraná, Santa Catarina, Piauí e São Paulo), assim como para países latinos'', diz trecho da nota. (J.G.)

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