Londrina - A procura pela vacina da gripe A triplicou em Londrina nos últimos dias, conforme clínicas de imunização consultadas pela reportagem. O crescimento é reflexo do aumento no número de mortes e casos de gripe A no Estado. Conforme último levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), já são 5 mortes e 64 casos confirmados no Paraná.
De acordo com a enfermeira Solange Andrade, que trabalha em uma clínica particular de imunizações, desde a última sexta-feira a equipe está trabalhando ''sem interrupção''. ''Em média 200 pessoas por dia. Fora as ligações que não param'', comentou.
Em outra clínica da Área Central, o quadro não é diferente. De acordo com a gestora Zenaide Macedo Camelo, em média 150 pessoas estão procurando a vacina por dia, quando o ritmo normal era de cerca de 50. ''É reflexo do que tem saído na mídia sobre o aumento no número de casos no Paraná, os óbitos'', afirmou.
A servidora pública Márcia Regina da Silva foi vacinada ontem. Ela descobriu há poucos dias que está grávida de sete semanas, por isso não havia participado da campanha do Ministério da Saúde que ofereceu a vacina para gestantes, além de idosos e crianças menores de 2 anos. ''Liguei no posto de saúde do Jardim Tókio (Zona Oeste), mas disseram que eu precisava de uma declaração do médico e depois ir até o Hospital das Clínicas para tomar a vacina. É muita muita complicação'', afirmou ela, que acabou adquirindo a vacina numa clínica particular. A vacina custa R$ 50.
A diretora de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Sandra Caldeira, afirmou que as vacinas foram retiradas dos postos de saúde após o dia 8 de junho e estão sendo oferecidas à população carcerária. ''Cerca de 3 mil pessoas'', comentou. Caldeira não soube informar quantas doses sobraram da campanha de vacinação.
O Paraná está em alerta devido ao aumento no número de casos nos últimos dias. Dos 64 casos confirmados, 36 foram registrados no mês de junho. Nenhum caso em Londrina foi confirmado ainda. A situação de estados vizinhos como Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul também é preocupante. Santa Catarina já confirmou 268 casos e 21 mortes neste ano.
A Secretaria da Saúde recomenda que todas as pessoas que apresentarem febre, associada à tosse ou dor de garganta, devem ser encaminhadas imediatamente para uma unidade básica de saúde. ''Se diagnosticada como caso suspeito de gripe o médico deve receitar o medicamento Oseltamivir, mesmo sem sua confirmação por exames laboratoriais'', declarou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, à Agência Estadual de Notícias.

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