Aumenta oposição contra plano de emergência no Equador
Quito, 16 (AE-REUTERS) - O governo equatoriano tentava desarticular nesta terça-feira (16) a oposição a um duro pacote econômico que pretende resgatar o país de uma das piores crises das últimas décadas.
O presidente Jamil Mahuad, cujo manejo da crise provocou uma queda de sua popularidade de 26%, antes do ajuste, para 16%, havia previsto reunir-se pelo segundo dia consecutivo com líderes dos partidos políticos em busca de respaldo para as medidas.
O presidente necessita do apoio dos partidos da oposição, que dominam o Congresso, para obter a aprovação de algumas das principais medidas de seu programa de emergência. Mas há poucos sinais de que vá conseguir.
Jaime Nebot, que lidera o opositor Partido Social Cristão, que em certas ocasiões deu respaldo ao governo, solicitou que Mahuad modifique radicalmente seu programa econômico, como um aumento de 10% a 15% na alíquora do Imposto sobre Valor Agregado (IVA).
Hoje, a maior central sindical equatoriana, a Frente Patriótica, anunciou uma greve por tempo indeterminado a partir das próximas horas, em protesto ao plano de ajuste fiscal do governo do presidente Jamil Mahuad.





