Brasília - O número de transplantes de órgãos sólidos realizados no primeiro semestre deste ano aumentou em relação ao mesmo período de 2012. De janeiro a julho, foram realizadas 3.842 cirurgias, 3,8% a mais do que no ano passado. O transplantes de medula óssea aumentaram 13%. Os números foram divulgados nesta semana, durante o lançamento da campanha deste ano para a captação de órgãos.
O presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, José Medina Pestana, afirma que o desafio do País é aprimorar a logística para captação de órgãos, corrigir a disparidades regionais, que já foram maiores, mas ainda estão presentes.
Atualmente, um brasileiro espera cerca de dois anos para fazer o transplante de coração e entre 4 e 5 para o de rim. A fila de córnea, em alguns lugares do País foi zerada: praticamente não há espera entre a indicação e a realização da cirurgia em Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. Medina afirma que o feito não será alcançado para órgãos sólidos. "Ela nunca será zerada, porque, diante do envelhecimento da população, há um aumento da demanda. E uma tendência na redução de mortes em pessoas jovens."
O presidente da ABTO avalia que o programa registrou grandes avanços nos últimos tempos. Além da ampliação do acesso à cirurgia, ele destaca a transparência no processo para captação e escolha do paciente a ser transplantado. "Ninguém nunca ouviu irregularidades . Nossos sistema é modelo para outros países e nos orgulhamos por isso."
O Ministério da Saúde criou o Plano Nacional de Apoio às Centrais de Notificação e Captação e Distribuições de Órgãos Estaduais e criou um incentivo financeiro para estruturar e qualificar estas unidades. Para instalação dos centros, serão concedidos valores que variam entre R$100 mil a R$ 200 mil. A medida tem como objetivo ampliar a oferta de serviços em Estados do País e reduzir as desigualdades. "Nosso esforço é descentralizar o atendimento, ampliar o acesso ao serviço em todo o País." Até alguns anos, a maior parte do atendimento ficava concentrada nos Estados de São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul.
O Ministério da Saúde também ampliou o limite para realização de exames de compatibilidade, usados para cadastros de doadores no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea. Atualmente, podem ser feitos até 267 mil exames por ano, por Estado Com a nova medida, o limite será ampliado para 400 mil. Atualmente, 95% das cirurgias de transplantes são realizadas pelo Sistema Único de Saúde.

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