Curitiba - Aumentou em 30 vezes o número de exames para diagnóstico do mal de Chagas no Laboratório Central do Estado (Lacen), em função do surto da doença identificado no Estado vizinho de Santa Catarina. A média diária de análises subiu de cinco para 150, segundo informações do governo.
Esse aumento é proporcional à procura pelas unidades públicas de saúde, que fazem a coleta gratuita de amostras de sangue e encaminham ao Lacen para identificação do Trypanosoma cruzi, parasita transmissor da doença.
Os paranaenses que estiveram no litoral catarinense entre Garuva e Itajaí no período do Carnaval e consumiram caldo de cana estão seguindo a orientação dos órgãos de saúde e procurando atendimento ambulatorial. Somente na unidade do Boa Vista, entre quarta-feira e ontem, 17 pessoas haviam feito a coleta de sangue.
Como ontem, em Curitiba, apenas as cinco unidades 24 horas (Campo Comprido, Albert Sabin, Boqueirão, Sítio Cercado e Boa Vista) e duas maiores Cajuru e Nossa Senhora do Carmo estavam atendendo, a prioridade estava sendo dada aos pacientes que já apresentaram os sintomas da doença como febre alta e persistente, dores de cabeça e musculares, vômitos, diarréia e manchas amareladas pelo corpo.
Os assintomáticos devem ser atendidos a partir da semana que vem, quando os postos retornam ao expediente normal.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, apenas um caso de doença de Chagas foi registrado em um paciente do Paraná, morador de Araucária (Região Metropolitana de Curitiba). Ele foi infectado no litoral Norte de Santa Catarina.
A Vigilância Sanitária estadual reforçou a fiscalização nos pontos de distribuição de cana-de-açúcar e de venda da garapa. A comercialização do caldo de cana não está proibida no Paraná, mas a orientação aos consumidores é que procurem se certificar das condições de higiene.

SERVIÇO:
Dúvidas ou maiores informações sobre a fiscalização e realização de exames nas unidades de saúde de Curitiba podem ser obtidas pela Central 156.

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