Londrina – A Secretaria Estadual de Saúde já registrou 39 casos de gripe A (H1N1) no Paraná este ano. Não houve nenhuma morte. A evolução durante o processo de imunização dos grupos de risco colocou em alerta o setor de Epidemiologia, uma vez que 40 pessoas morreram vítimas da doença ano passado no Estado. Já o vírus H3N2 vitimou outras 15 pessoas. Este ano a campanha foi antecipada em 20 dias e vai até 10 de maio.
O último balanço aponta que 76,1% da população de risco (gestantes, puérperas, idosos, crianças, indígenas e agentes de saúde) tinha sido imunizada.
"Estamos realizando o monitoramento dos vírus. Há grupos com cobertura menor (que o preconizado) e o que recomendamos para as regionais é que trabalhem para melhorarem essas coberturas", observou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.
Segundo ele, o Paraná é uma dos Estados com melhor índice de imunização, apesar não ter atingido o recomendado pelo Ministério da Saúde.
Dos grupos prioritários, as puérperas (mulheres com pós-parto de até 45 dias) foram as de maior adesão a campanha com 91,2%, seguida pelos indígenas (89,08%), idosos (79,01%) e das crianças entre 6 meses e 2 anos (73,6%). Além disso, cerca de 312 mil doentes crônicos também receberam a vacina.
As gestantes (63,4%) e os trabalhadores de saúde (66%) são os grupos com os menores índices. "Estamos orientando as regionais de saúde para identificarem quais as necessidades locais. Não descartamos adoção de medidas específicas em algumas localidades, como uso de postos volantes", afirmou.
A secretaria também está abastecendo as regionais com o oseltamivir, medicamento distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "A vacina não é a única estratégia, é apenas mais uma. A gente sempre recomenda a adoção dos hábitos saudáveis de higiene e, em caso de contágio, fazer o tratamento com antiviral. Quando administrado precocemente, está provado que a maioria dos casos evolui para cura", explicou.

mockup