Aumenta extração ilegal de palmito
O volume de palmito apreendido na região do Parque Nacional do Iguaçu aumentou após o fechamento da Estrada do Colono. Com o enfraquecimento da economia local, comerciantes e vendedores ambulantes de hortifrutigranjeiros recorreram à extração ilegal de palmeira da floresta.
Em 12 meses após o bloqueio, foram apreendidas 4.512 unidades in natura, contra 2,2 mil do período anterior. Já a quantidade de autos-infrações quase dobrou, enquanto o valor das multas aumentou cinco vezes. O estudo revela queda no número de presos e de apreensões de palmito industrializado.
Os dados são do Pelotão da Polícia Militar Florestal, em Foz do Iguaçu. Segundo o tenente Renato Marchetti, comandante da companhia, somente em maio foram destruídas duas fábricas clandestinas de palmito no Porto Moisés Lupion, em Capanema.
Segundo a Polícia Florestal, a cabeça é vendida por R$ 0,40 para pessoas que industrializam o produto. Já a unidade beneficiada é revendida por R$ 2,00. A pena para quer for preso cortando caule de palmeira chega a cinco anos de reclusão, com multa de R$ 2 mil a R$ 50 mil.
Dono de um bar na área do Porto Moisés Lupion, o comerciante Edmar Bender, 61 anos, tentou justicar a ação predatória. Ninguém é ladrão ou bandido. Somos todos desempregados que têm uma válvula de escape na extração. Eu não retiro, mas apóio quem tira, disse o comerciante (A.P.).





