Montevidéu, 31 (AE-ANSA) - O déficit comercial do Uruguai com seus parceiros do Mercosul totalizou US$ 89,2 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra US$ 36,9 milhões no mesmo período do ano passado. A balança comercial do país com todo o mundo, entre janeiro e março de 99, registrou déficit de US$ 284 6 milhões: exportações de US$ 501,7 milhões e compras de US$ 786 3 milhões. O comércio com o Brasil, principal parceiro e que sempre foi superavitório para os uruguaios, deixou no trimestre um déficit de US$ 11,3 milhões.
O presidente da empresa espanhola de engenharia Técnicas Reunidas, José Lladó Fernández Urrutía, visitará o Uruguai na quarta-feira. A visita está ligada ao projeto de remodelação de uma refinaria de petróleo na periferia de Montevidéu. Consórcio formado pela Técnicas e a brasileira Odebrecht é um dos quatro pré-selecionados para participar da licitação promovida pela Ancap, a estatal que controla o setor no país.
O Banco Comercial, o mais importante do setor privado uruguaio, abriu recentemente uma sucursal em Joinville (SC). Até o final do ano deve inaugurar novas filiais em Caxias (RS) e Curitiba (PR). Porta-vozes da institutição disseram que a ação se insere "no compromisso com o Mercosul".
As atividades do Banco Comercial no Brasil começaram em junho de 97 com a inauguração de uma sede em Porto Alegre (RS).
Diego Porcile, especialista em turismo, disse hoje que a classe política uruguaia não tem idéia da importância que o turismo representa para o país. "É uma indústria em crescimento
criadora de postos de trabalho e um motor do desenvolvimento social", disse Porcila em entrevista ao jornal El País. O setor gera no país renda de US$ 700 milhões anuais.

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