Curitiba - O consumo de bens duráveis aumentou no Paraná. De acordo com pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os domicílios paranaenses têm mais aparelhos de televisão do que rádios (de pilha ou não). A maior diferença é sentida entre famílias que ganham entre um e dois salários mínimos. Nesta faixa de rendimento mensal domiciliar, 90,4% tinham televisores e 86,7% tinham rádio em casa. Se avaliada a população em geral, 94,1% têm televisores e 92,9%, rádios. Os microcomputadores e os freezers também estão mais populares. Hoje, 21,5% da população paranaense têm freezer e 27,7% têm computador.
''Houve uma melhoria de compra de bens de consumo por conta da estabilidade econômica, da taxa de juros reduzida, da facilidade de crédito, da melhoria da renda das pessoas'', analisou Sinval Dias dos Santos, chefe da Unidade Estadual do IBGE. No Paraná, 48,6% dos habitantes dos municípios nasceram em outras cidades do Estado e 17,8% são de estados vizinhos (principalmente São Paulo e Santa Catarina). A taxa de trabalho infantil também reduziu no Paraná, mas ainda é considerada alta: 11,08%. Deste total, 8,33% ainda trabalham no campo.
Com relação ao trabalho formal, houve uma melhoria na taxa de emprego do Estado: 55,35% das pessoas estão empregadas (sendo que 35,54% com carteira de trabalho assinada). ''Houve um aumento do número de trabalhadores na formalidade. Isso é muito importante no Paraná e se deve aos incentivos às microempresas dados pelo governo do Estado. De 2002 a 2006 foram ciradas 270 mil vagas com carteira de trabalho'', ponderou Sinval. Entre os trabalhadores domésticos, houve redução de vagas (de 7,8% para 7%) -principalmente com carteira assinada. Um dos motivos seria o salário mínimo regional, que teria feito com que as donas de casa preferissem ficar sem empregadas domésticas.
Por atividade, o Paraná tem empregado mais nos setores de serviço (39,5%), comércio e reparação (19,4%), agrícola (19,4%), industrial (15,4%) e construção civil (6,3%).(L.P.)

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