Aumenta circulação de droga no Estado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de junho de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) divulgou ontem as estatísticas das apreensões de drogas nas rodovias. Entre 2003 e 2004 aumentaram drasticamente as quantias de maconha e frascos de lança-perfume apreendidas e que houve redução nas apreensões de crack e cocaína.
De janeiro a dezembro de 2003, foram apreendidos 5,8 toneladas de maconha, 33,4 quilos de cocaína, 25 pedras de crack e 33 frascos de lança-perfume. Em 2004, a polícia rodoviária apreendeu 17,1 toneladas de maconha, 20,7 quilos de cocaína, 21 pedras de crack e 14.830 frascos de lança-perfume. Nos cinco primeiros meses de 2005, foram apreendidos 5,1 toneladas de maconha, 4,3 quilos de cocaína, quatro pedras de crack e 17.097 frascos de lança-perfume.
''Estes são dados que nos entristecem, pois demonstram que a circulação de drogas aumentou no Estado. Portanto, mais pessoas estão utilizando entorpecentes'', comentou o tenente Sheldon Vortolin, chefe de operações da PRE.
Também ontem, o governo estadual divulgou os resultados dos dois primeiros anos de funcionamento do Disque 181 Narcodenúncia. Entre 16 de junho de 2003 e anteontem, foram apreendidos no Paraná 1.217 quilos de cocaína, 250.643 pedras de crack, 120.852 quilos de maconha, 157 comprimidos de ecstasy, 32.474 bolinhas de haxixe, 629 quilos de pasta-base de cocaína e 45.654 frascos de lança-perfume em decorrência de denúncias feitas através do serviço. 4.700 adultos e 842 adolescentes foram detidos.
Na abertura da 10 Semana Estadual de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas (Previda), representantes da Coordenadoria Estadual Antidrogas (Cead) anunciaram que serão desenvolvidas no Paraná políticas públicas relativas ao comércio de bebidas alcoólicas.
''O álcool é a porta de entrada para as drogas. Iremos centrar as estratégias nos preços, nos pontos de venda e nas propagandas do produto. Nossa idéia é discutir com a sociedade para saber o que ela quer que seja feito a respeito da disponibilidade e da divulgação de bebidas alcoólicas. Não será nada imposto. Vamos analisar as peculiaridades dos municípios paranaenses e depois será definido como iremos lidar com o assunto'', disse Jonatas Davis de Paula, assessor da Cead.
A organização não-governamental Movimento Atos, ligada às igrejas, está coletando assinaturas no Paraná para reivindicar que a indústria de bebidas alcoólicas tenha as mesmas restrições de divulgação das empresas de cigarro. A ação faz parte de um movimento nacional iniciado em São Paulo. ''No Paraná, já coletamos mais de 20 mil assinaturas'', afirmou Marcos Paulo Ferreira, um dos coordenadores do Movimento Atos.


