Santiago - Os países latino-americanos têm mais 20 milhões de pobres que há cinco anos, em consequência da retração de suas economias, advertiu o secretário executivo da Cepal, José Antonio Ocampo.
Afetada por uma contração que começou em 1997, como reflexo da crise asiática, a região latino-americana entrou numa etapa de crescimento lento e recessão, enquanto que a proporção de pobres passou de 43% a 44% do total da população, destacou Ocampo.
''Isto significa que, ao largo destes anos, foram acrescentadas cerca de 20 milhões de pessoas à população pobre da América Latina'', disse o representante da Cepal, durante uma cerimônia por ocasião do Dia das Nações Unidas.
Ocampo recordou que até 1997 a pobreza afetava 200 milhões de habitantes, que não conseguiram beneficiar-se do crescimento que experimentaram seus países nos primeiros sete anos da década.
Segundo as últimas estimativas da Cepal, a região terá este ano uma queda de 0,1% em seu produto interno bruto (PIB), com reduções mais acentuadas nas economias de Argentina (-10%), Venezuela (-3%) e Uruguai (-4%), e um menor crescimento no Chile (inferior a 2,5%) e Brasil (1,8%).

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