Aumenta a espionagem sino-russa nos EUA, segundo denúncia do FBI
Aumenta a espionagem sino-russa nos EUA, segundo denúncia do FBI9/Mar, 17:46 Nova York, 9 (AE-ANSA) - A espionagem da China e da Rússia nos Estados Unidos está mais intensa do que nunca, informou o FBI, no momento em que o presidente Bill Clinton tenta conseguir uma abertura comercial de Pequim. "Os programas de contra-espionagem norte-americanos foram intensificados em relação aos níveis alcançados durante a época da Cortina de Ferro", disse o diretor do FBI, Louis Freech, em uma audiência parlamentar. Uma fonte anônima citada pela rede CNN revelou que agora circulam mais espiões chineses do que no passado. As revelações foram conhecidas logo depois de uma reunião a portas fechadas entre legisladores e o diretor da CIA, George Tenet. O presidente da comissão parlamentar em questão, Porter Goss, disse que a missão chinesa consiste em "apropriar-se dos segredos dos Estados Unidos para copiar a tecnologia e usá-la em sua própria vantagem". O legislador acrescentou que o tema engloba tanto "a área de segurança nacional como a modernização de armamento e a competência nos mercados comerciais". Em relação aos russos, o ex-diretor da CIA, James Woolsey, assegurou que "estão desesperados buscando informação tecnológica, para poder acelerar tudo o que não puderam fazer no passado durante a revolução informática". A difusão do alarme lançado por alguns dos principais representantes dos serviços de segurança norte-americanos pode causar mais uma situação incômoda no âmbito político. O presidente Clinton está se esforçando para conseguir que Pequim abandone a quarentena comercial e favorecer o seu rápido ingresso na Organização Mundial de Comércio. "Temos melhores possibilidades de exercer uma influência positiva sobre as ações da China se aceitarmos Pequim na comunidade mundial em lugar de rechaçá-la", disse Clinton diante do congresso, onde apresentou novas leis para normalizar as relações comerciais entre os dois países e outorgar à China o status jurídico de sócio comercial privilegiado. Ainda assim, o congresso não parece querer seguir o primeiro mandatário. O secretário de Comércio da administração Clinton, Richard Daley, admitiu que a Casa Branca não parece ter a maioria necessária para aprovar a lei. "Esperamos conseguir o consenso necessário antes da primavera e conseguir em pouco tempo a abertura deste mercado potencial de 1,3 bilhão de habitantes", afirmou Daley.





